Janeiro apresenta-se como um período do ano que simboliza (re)começo e transições; como se houvesse “apertado” um botão para (re)iniciar as metas, os calendários, as estações, a vida. Ou seja, querendo ou não a gente segue os “rituais” que são nada mais, nada menos, que expressão cultural, uma forma de humanizar o mundo material e até mesmo o tempo.
“O humano está inserido na cultura; ou seja, todos os avanços e possibilidades de atividades e capacidades humanas estão postas na produção cultural, inclusive uma das mais importantes - a linguagem.” “A linguagem é fundamental para a construção de nossas formas de pensar e de sentir.” “Nosso mundo psíquico é formado de imagens, sensações e toma forma, se expressa nas palavras.” (Bock, Furtado, Teixeira, 2018)
O(A) Psicólogo(a) atenta-se (deve) muito à linguagem do(s) seu(s) paciente(s). Observa-se as suas diferentes funções, principalmente a referencial ou cognitiva, que representa e transmite os dados da realidade e a sua significação. É através dela, também, que podemos constatar alterações patológicas, que podem ser provenientes de disfunções ou lesões neuronais identificáveis ou específicas da psicopatologia mais presentes nos transtornos mentais.